No dicionário está a dizer que o amor é o sentimento que nos motiva para o objecto dos nossos desejos. Acho esta definição completamente mal... A pessoa que amamos não é simplesmente o objecto dos nossos desejos, é muito mais que isso. É alguém que nos preenche, que nos faz sentir saudades e medo sempre que vemos a possibilidade de por algum motivo a perder. Amor é uma dança que implica duas pessoas que têm de andar coordenadas, mas por vezes improvisar. O improviso faz parte desta dança. Uma dança em que se completam um ao outro e que pode nunca mais acabar ou seja uma dança eterna . Cada um escolhe o seu par, convidam-se delicadamente para iniciá-la. Será que a escolha é sempre a mais certa? Dão as mãos, juntam os corpos, transformam-se num só e flutuam sobre o chão. Assim como no amor, as pessoas transformam-se numa só e caminham levemente sobre as suas vidas . A dança é algo que nos transforma, que nos faz conhecer-nos a nós próprios e que nos liberta. O amor também nos liberta e nos faz sentir bem com nós próprios. Ao longo da dança, podemos falhar, tropeçar e até cair, mas com a ajuda do nosso par ou até mesmo sozinhos nos conseguimos levantar. Chega a um ponto que a música acaba, assim como a dança tem um fim. Mas porque é que isso também tem de acontecer na vida real? Era tão bom dançar toda a vida, com aquele nosso par, aquele nosso “eu”. Mas por vezes parece impossível.
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